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O Sapal de Corroios é a zona húmida mais bem conservada de todo o estuário do Tejo, a sul de Alcochete, tendo o seu coberto vegetal sido objecto de estudos científicos botânicos da Faculdade de Ciências de Lisboa que concluíram as características peculiares desta formação vegetal - grande produtividade biológica e capacidade de despoluição das águas. A área do Sapal de Corroios é uma zona de Domínio Público hídrico, abrangida pela legislação da Reserva Ecológica Nacional (REN) e desempenha um papel vital para as populações de peixes, bivalves, crustáceos e aves limícolas, residentes e migratórias do estuário do rio Tejo.
Segundo estudos científicos é um ecossistema que tem capacidade de armazenar e sequestrar metais pesados, junto às raízes da vegetação, tornando-os inactivos. É uma função de grande valor ecológico já que o estuário do rio Tejo, no passado recente foi sujeito a descargas de poluentes, onde se incluem os metais pesados, pela industria metalúrgica pesada que laborava na margem esquerda estuarina. O Sapal é, ainda, um amortecedor de temporais, absorvendo a grande energia das ondas de tempestade e actuando como reservatório das suas águas reduzindo assim os danos para o interior. Constitui abrigo e protecção dos peixes juvenis contra predadores, garantindo a sua sobrevivência e a manutenção dos stocks de pesca das zonas costeiras adjacentes. Esta área têm vindo a abrigar várias espécies de aves protegidas por Directivas da União Europeia.
O Sapal de Corroios e toda aquela área natural da Ponta dos Corvos, "coração" da Reserva Ecológica do concelho do Seixal, por se tratar presentemente de um alvo onde constantes ataques têm surgido, tornou-se assim o processo prioritário para a sensibilização dos jovens e população em geral na conservação e preservação da natureza. O Grupo presentemente encontra-se empenhado na reposição do Sapal de Corroios no seu estado natural para que toda aquela área seja dotada de estatuto de protecção especial.
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